Artificial

Pássaros que voam livres
Jamais contentam-se ficar
Iguais e imóveis como gaiolas
Cárceres de um só lugar

Respirar é para os que vivem
Condição em nada artificial
Ilusão da qual não dependem
Voar, é-lhes pois natural

Presos, lembram flores de plástico
Ilesos sim, mas são pesos mortos
De vida frágil e curta nos corpos

Cadafalsos e carrascos de ferro
Derrotados pairam todos sobre mim
Descida, pássaros que penam, enfim.

1 comentário:

Suzete Brainer disse...

Se pensamos profundamente,
a prisão e a liberdade são mentais,
só precisamos da nossa mente liberta
como os pássaros na sua naturalidade!...
A poesia é um pássaro que voa!...
A tua poesia tem um belo voo,
o voo do raro, Nuno!!
Não deixa de Ser pássaro, não deixa de Ser Poesia, Nuno.
Abraço de irmandade poética.