A vida é uma viagem

Cabe-nos a nós, enquanto viajantes, a responsabilidade e o dever de a cumprir.
Tudo o que é exterior à alma vai ser influenciado por ela, e irá posteriormente, influir na sua manifestação física no mundo.
A alma é condicionada a partir de si mesma, através de energia, positiva ou negativa, a que se afecta num determinado momento.
Imutável é o fim. Quando se cumpre um querer, um desejo, o seu desígnio de acontecer é a manifestação do amor, a sua recompensa a plenitude desse amor, que como todo, mesmo que um dia se dilua no vazio da inexistência, terá sido completo, pleno e imutável enquanto durou, e nesse preâmbulo foi amor eterno, por inequação do seu fim.

A vida é o sonho de viver, uma catarse da alma, por se perder na inconsciência do imediato, onde a compensação deste engano, vem através de fugazes e ilusórios alívios materiais.
Aqui, neste entremeio de viagem, nada do que é parece permanente, tudo se apresenta volátil e mutante à alma, e qualquer sensação de conforto é um estado transitório e passageiro. O conforto não passa de um brinquedo novo nas mãos de uma criança, que rapidamente se cansa do brinquedo novo por já ser velho nas suas mãos, e em desconforto, chora instintivamente pelo conforto de um brinquedo novo.
Aqui, neste entremeio de viagem, neste singular momento, a vida cumpre-se a si própria, e cabe-nos a nós, viajantes, cuidar para que cheguemos bem e em paz aonde for o destino de chegar. Esta empreitada constrói-se com amor, pois só o amor cumpre a viagem.

Estranho

A vida é uma maneira estranha de passar o tempo.
Repleta de lugares estranhos
Onde se encontram pessoas estranhas
Que agem de maneira estranha e fazem coisas estranhas.
Acho que o facto de entender isto e de o sentir
Faz de mim estranho para quem achar estranho isto que digo.