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Escrevo poemas no olhar das pessoas.
Diz-me o copo que levas à boca
Que a força é mais uma dor por sentir
E o corpo quer-se assim anestesiado [omisso no tempo.
Segreda-me o cigarro que queima entre os dedos
Os dias são repetições anunciadas
Derrotas sobre derrotas, no peito acumuladas
E o futuro é um déjà vu por acontecer.
Mostram-me os olhos o cansaço impresso na alma
Páginas de vida ou uma resma de folhas em branco
Onde, são outros que ditam o que podes escrever
[o que deves viver.
Escrevo poemas no olhar das pessoas.
E querem-te o corpo assim anestesiado [omisso da luta
Porque o futuro é mais um déjà vu por acontecer.
...Guardo nos olhos o que me mostraste com a clareza dos teus, a beleza dos dias, depois, a tranquilidade das noites e esta sucessão como único milagre da existência do tempo e como ordem real da natureza e dos homens...
O que é contemplar, senão olhar com o pensamento
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O que é contemplar, senão olhar com o pensamento.
Bater com as íris em todas as cores de um jardim
E senti-las, depois de entrarem no corpo e percorrê-lo por dentro
Nas terminações do meu cérebro, a construírem a paisagem por inteiro
E ter essa paisagem, misturada com a realidade das minhas sensações
Em texturas, em cheiros e em sons [como extensões da natureza
A reagir, energicamente, nos poros da pele.
Contemplar, é um dia de domingo no jardim, até ao pôr-do-sol
E senti-lo, absorvendo-lhe a energia, sem ter mais nada para fazer
Senão olhar com o pensamento.
O que é contemplar, senão olhar com o pensamento.
Bater com as íris em todas as cores de um jardim
E senti-las, depois de entrarem no corpo e percorrê-lo por dentro
Nas terminações do meu cérebro, a construírem a paisagem por inteiro
E ter essa paisagem, misturada com a realidade das minhas sensações
Em texturas, em cheiros e em sons [como extensões da natureza
A reagir, energicamente, nos poros da pele.
Contemplar, é um dia de domingo no jardim, até ao pôr-do-sol
E senti-lo, absorvendo-lhe a energia, sem ter mais nada para fazer
Senão olhar com o pensamento.
A dor vestirá outras lágrimas
?
Os sentimentos acabarão por encontrar abrigo noutras rosas
E perpetuar o sol sobre todos os jardins da Primavera.
A dor humedecida vestirá outras lágrimas
Marcará outras faces nos dias cinzentos, como diamante em bruto.
Nas folhas amarelecidas pelo tempo, ficarão as histórias
Os lugares comuns em que me perdi e encontrei
Mas onde nunca fui inteiro.
No término da força, no findar do pavio que alimenta a chama
O corpo acabará por cair e regressar à sua essência
Sem olhar para trás, a alma seguirá pela estrada da eternidade.
Reclamarei a herança da terra fria que me pertence.
Da vida, deixarei um legado de indiferença
Onde a maior desilusão que enfrentei, fui eu
Sempre estranho por fora, sempre distante por dentro
Sempre reflexo de labirínticos espelhos.
Os sentimentos acabarão por encontrar abrigo noutras rosas
E perpetuar o sol sobre todos os jardins da Primavera.
A dor humedecida vestirá outras lágrimas
Marcará outras faces nos dias cinzentos, como diamante em bruto.
Nas folhas amarelecidas pelo tempo, ficarão as histórias
Os lugares comuns em que me perdi e encontrei
Mas onde nunca fui inteiro.
No término da força, no findar do pavio que alimenta a chama
O corpo acabará por cair e regressar à sua essência
Sem olhar para trás, a alma seguirá pela estrada da eternidade.
Reclamarei a herança da terra fria que me pertence.
Da vida, deixarei um legado de indiferença
Onde a maior desilusão que enfrentei, fui eu
Sempre estranho por fora, sempre distante por dentro
Sempre reflexo de labirínticos espelhos.
Renova-se o mundo nas tardes do meu olhar
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Caídas no chão, morrem folhas que o vento vai levando
E cada vez que o vento sopra e as leva para longe
Renova-se o mundo nas tardes do meu olhar
O velho transforma-se em novo
Levanta-se em frente aos meus olhos habituados
No ocaso dos dias, uma eternidade de cores e sentidos
Antes que tudo se torne velho de novo
Quando as folhas caírem novamente no chão
Secas e velhas como pedaços sépias de ontem
Haverá sempre um Outono depois de um Verão
Como ciclo aceite na natureza de tudo
Com um vento lúcido que sopre, que as leve para longe
E devolva sentido ao mundo, a estas tardes do meu olhar.
Caídas no chão, morrem folhas que o vento vai levando
E cada vez que o vento sopra e as leva para longe
Renova-se o mundo nas tardes do meu olhar
O velho transforma-se em novo
Levanta-se em frente aos meus olhos habituados
No ocaso dos dias, uma eternidade de cores e sentidos
Antes que tudo se torne velho de novo
Quando as folhas caírem novamente no chão
Secas e velhas como pedaços sépias de ontem
Haverá sempre um Outono depois de um Verão
Como ciclo aceite na natureza de tudo
Com um vento lúcido que sopre, que as leve para longe
E devolva sentido ao mundo, a estas tardes do meu olhar.
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